
Damsel transforma contos de fadas em empoderamento feminista "girl-boss" com elenco DEI, provocando backlash de "woke trash" e notas medianas no RT (56% críticos/59% audiência) apesar das visualizações massivas na Netflix.
Damsel apresenta de forma proeminente uma narrativa feminista que subverte o conto de fadas tradicional da donzela em perigo ao centralizar uma jovem mulher, Elodie (Millie Bobby Brown), que deve lutar contra um dragão para sobreviver após ser traída por seus sogros reais, enfatizando temas de autossuficiência feminina, independência e 'female rage'.
Brown, que também produziu, descreveu abertamente o tema do filme como feminismo e o posicionou como virar os contos de fadas 'de cabeça para baixo', com o diretor Juan Carlos Fresnadillo destacando a inversão dos tropos de cavalheirismo. Esse arco de empoderamento direciona toda a trama, transitando de vítima para lutadora badass, o que alguns espectadores acharam piegas e abrupto.
O elenco inclui diversidade notável para um cenário de fantasia medieval, como Angela Bassett como madrasta de Elodie (uma atriz negra proeminente em um papel real) ao lado de outros atores POC como Nicole Joseph e Patrice Naiambana, provocando reclamações esporádicas de 'Netflix woke' e inclusão forçada para cumprir cotas DEI, embora não seja o backlash dominante. A recepção é mista (56% críticos, 59% audiência no Rotten Tomatoes), com alguns críticos do YouTube e fóruns rotulando como 'woke feminist trash' ou destacando elementos girl-boss irritantes e diversidade ilógica, mas alcançou visualizações massivas na Netflix (filme mais assistido do primeiro semestre de 2024, mais de 35M de views na semana de estreia), indicando que a ideologia não o afundou completamente. Os elementos progressistas são perceptíveis e moldam a história central e o marketing sem se transformar em palestras sobre questões sistêmicas ou alterações injustificadas na fonte (roteiro original), mas contribuem para críticas de priorizar a mensagem em detrimento de uma trama coerente.
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